experimental

A v i a ç ã o  E x p e r i m e n t a l

A prática de construção caseira de aviões é um hobby para muitos apaixonados pela aviação. Pessoas sem formação em engenharia ou aeronáutica, por exemplo, se aventuram no campo da experimentação, desenvolvendo projetos de aeronaves com características muito interessantes.

No Brasil, muitas dessas pessoas fazem parte de associações como a Associação Brasileira de Aviação Experimental (ABRAEX) e a Associação Brasileira de Ultraleves (ABUL).

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), existem mais de 4 mil aeronaves na categoria experimental sobrevoando o céu do Brasil – estão inclusos neste número ultraleves, balões, girocópteros, dirigíveis, planadores, helicópteros, motoplanadores e outras aeronaves não-homologadas.

A aviação experimental é por conta e risco próprio. Por não ser homologada, uma aeronave experimental é mais barata de voar, pois o nível de exigência de manutenção e de regulamentações é menor. A inspeção anual obrigatória, denominada Relatório de Inspeção Anual de Manutenção (RIAM) é exemplo de uma dessas poucas exigências.

Também a habilitação de piloto é menos exigente, o que reduz seu custo de obtenção e renovação. Como é o próprio construtor que vai voar, se presume que ele conhece a fundo a aeronave que construiu e quais são os riscos. Para pilotar, a regulamentação atual exige uma habilitação de CPD ou CPR (certificado de piloto desportivo ou de recreio).

Em virtude dos riscos inerentes a uma aeronave não-homologada e a um nível de qualificação mais flexível para pilotagem desse tipo de aeronave, a legislação em vigor proíbe o emprego de avião experimental para fins comerciais.

Outra característica importante é que uma aeronave que nasce com o propósito de operar como experimental dificilmente tem condições de ser homologada posteriormente. Isso normalmente ocorre porque o projeto original não atende as normas de homologação. Conseqüentemente, há a necessidade de diversas alterações no projeto original, o que acaba encarecendo e, muitas vezes, inviabilizando economicamente a empreitada.

Existem centenas de plantas e kits disponíveis para os construtores amadores, incluídos alguns de projeto nacional.

  • Atualmente o engenheiro gaúcho Altair Coelho (www.altaircoelho.com.br) diponibilizou as plantas do seu avião AC-15 gratuitamente na internet, Coelho que já projetou e construiu vários outros aviões teve esta iniciativa para ajudar todos os que desejam realizar seu sonho mas encontram dificuldades e adquirir plantas, kits e materiais para construir seu avião. O AC-15, emprega materiais e soluções símples de fácil aquisição no mercado nacional, exemplo disso é o motor AP 2.0, o mesmo do Santana, Gol e Parati, que pode ser encontrado facilmente em todo Brasil.

  • Um outro projeto nacional disponibilizado é o desenvolvido pelo Professor Claudio Barros da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), chamado de projeto CB10 Triathlon.


    (fonte: www.anac.gov.br)


    E n t i d a d e s

    ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil

    ABRAEX – Associação Brasileira de Aviação Experimental

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